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Análises, Cinema

The Secret Garden – Análise

O diretor Marc Munden, conhecido pelos trabalhos de direção no filme The Mark of Cain e, mais recentemente, na minisérie National Treasure, abraçou esta adaptação do livro (The Secret Garden) de Frances Hodgson Burnett para cinema. Esta é uma longa-metragem dos mesmos produtores das séries cinematográficas de Harry Potter e Paddington. Neste filme podemos contar com atores de renome, tais como Colin Firth (vencedor de um Óscar como melhor ator, entre outros prémios) e Julie Walters (premiada diversas vezes ao longo da sua carreira), além de termos também neste elenco elementos jovens, Dixie Egerickx, Edan Hayhurst e Amir Wilson (ator conhecido da série His Dark Materials).

O Mundo mágico do jardim…

O filme inicia na Índia em 1947, na véspera da separação deste país e o Paquistão, numa época muita agitada, em que milhares de famílias fugiam de conflitos e doenças, com Mary (interpretada por Dixie Egerickx) isolada numa mansão. Esta menina usa a sua elevada criatividade e imaginação, para criar e contar estórias para a sua melhor amiga, como forma de passar o tempo e de se abstrair dos conflitos existentes no exterior do seu lar.
Após de Mary ser encontrada por soldados Britânicos, é que percebemos que ela é órfã, e por esse motivo é enviada para Inglaterra, juntamente com outras crianças na mesma situação. Durante a viagem e com a interação com os outros, Mary revela uma parte negativa da sua personalidade, demonstrando ser rude, mimada, muito dependente e aparentemente sem sentimentos. Nesta fase, o seu principal conflito interno está relacionado com a sua transição de criança para a idade adulta, e na sequência deste ela abandona a sua amiga.

Ao chegar a Inglaterra, Mary conhece a governanta do seu tio, a Mrs. Medlock (Julie Walters), uma senhora muita severa e que impõe várias regras à nossa protagonista, como por exemplo, não incomodar o Lorde Craven (Colin Firth) o seu tio e dono da mansão em Yorkshire, e que ela permaneça apenas na ala da casa respeitante ao seu quarto. Em suma, não lhe é permitido “vasculhar” as outras divisões da casa (uma restrição muito similar imposta aos irmãos Pevensie, no primeiro filme The Chronicles of Narnia), o que leva Mary a acreditar que a mansão é muito misteriosa. No entanto, sendo Mary muito inventiva e curiosa, imagina estórias de fantasia associadas à mansão e aventura-se a explorar as restantes divisões, encontrando outro habitante da casa, que está preso a uma cama, que se apresenta como o filho do senhor Craven (interpretado por Edan Hayhurst).

Apesar de ser algo que a senhora Medlock não aprecie muito, Mary também decide explorar o exterior da mansão, e numa das suas aventuras acaba por conhecer um novo amigo. Este torna-se numa personagem muito importante para Mary, principalmente por a ajudar com o seu conflito inicial, permitindo-lhe viver como uma criança que ela é. Com o seu novo amigo, Mary encontra um jardim secreto, que ela acredita ser mágico. A descoberta deste jardim é nos apresentado com cenários muito bem ilustrados, juntamente com uma banda sonora magnífica, que nos permite mergulhar neste ambiente mágico com Mary. O jardim, acaba por ser um paralelismo com o estado de espírito de Mary, pois inicialmente este encontra-se abandonado e “morto”, um pouco como Mary se sente, no entanto, este ganha mais luz e vida no decorrer do filme, como a nossa protagonista. É possível vermos todos estes desenvolvimentos ao longo que o grupo de amigos vai descobrindo os segredos que o jardim esconde.

Imergir no jardim…

De uma forma geral, esta longa-metragem não é diferente dos filmes do género, tais como, The Chronicles of Narnia e Bridge to Terabithia, isto é, não apresenta elementos inovadores. No entanto, destaca-se pela sua moral da estória, salientando que os adultos têm sempre algo a aprender com as crianças. Em termos de interpretação dos atores, podemos dizer que, de um modo geral, foi bem conseguido e que o tempo de desenvolvimento dos elementos mais jovens do filme foi adequado, no entanto o mesmo não se verificou com a personagem de Colin Firth ficou um pouco aquém do talento do ator, tendo uma interpretação menos impactante como nos habituou. A nível cinematográfico, devemos referenciar os magníficos cenários que nos são apresentados durante o filme, podemos observar que a tonalidade das cores tornam-se mais vivas com o desenlace da estória e com o envolvimento das personagens, principalmente dentro do jardim (onde todas são felizes). A banda sonora, que nos acompanha durante os 99 minutos de filme, ajuda-nos a imergir nesta longa-metragem e a viver um pouco do jardim secreto que Mary encontra.

Partilhamos convosco o trailer do filme, de modo a que os mais curiosos possam vislumbrar um pouco do ambiente mágico de The Secret Garden.

6.0
Score

Pros

  • Cenários bem ilustrados
  • Banda sonora, é um complemento muito positivo
  • Forma como apresentam a moral da estória

Cons

  • Desenvolvimento inconsistente das personagens
  • Interação entre personagens para o desenlace do enredo, demasiado repetitivos
  • Personagens deixam de ter continuidade na estória sem razão aparente
  • Falta de elementos inovadores, em comparação com filmes do género

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