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Análises, Jogos

CLT (PC) – Análise

Depois do agente Kluts e da participação no jogo SGC (lançado pela Nerd Monkeys) a Not a Game Studio lançou hoje o seu terceiro jogo.

Que jogo é este?

CLT é um jogo de cartas de tarot sobre a sexualidade feminina. Segundo o estúdio, o jogo pretende ser não erótico, no entanto, possui temáticas com manchas de tinta simétricas (teste de Rorschach ou “teste do borrão de tinta”), ativando a imaginação pictórica dos jogadores. O seu trailer apresenta estas “imagens abstratas”, algumas pequenas partes do corpo humano (sem exibição de conteúdos sexualmente explícitos), paisagens, acompanhadas por uma sonoridade agradável.

Neste jogo de cartas não é exibido nenhum texto legível propositadamente, pois é uma forma de crítica indireta dos seus criadores a potenciais plataformas de distribuição “moralistas” que o tentem censurar devido ao seu “conteúdo adulto”, visto que se alguém conseguir visualizar isso, é porque a sua mente é que fez essa interpretação de forma inconsciente.

Como se joga?

O conceito central é um baralho de tarot com 24 cartas, como se fossem “pintadas à mão”. As cartas são ligadas umas às outras, funcionando como um labirinto de memórias interligadas.

O objetivo é chegar à vigésima quinta carta, que não existe, que representa alcançar o clímax sexual, terminando assim cada nível.

A proposta e a realidade…

Neste jogo nada é explícito o suficiente para chocar alguém, no entanto, este é consideravelmente sugestivo, e por isso é apenas recomendável apenas para maiores de dezasseis anos. O CTL possui gráficos simples, podendo quiçá no futuro, ser facilmente transposto para uma versão para telemóveis ou até mesmo para a Nintendo Switch, já que o core da Gameplay é escolher entre duas cartas para desvendar os vários mistérios.

A sua sonoridade é também simples, agradável e não interfere com a jogabilidade (não sei se foi por estar tão no que as cartas diziam ou simplesmente estava a gostar da playlist).

E o veredito é?…

Apesar de ser um pequeno simples jogo, de não estar em português (ou pelo menos os nomes das personagens não serem em português) e possuir uma playlist interessante, o CTL é um jogo desafiante, mas, não será provavelmente para todos. Em suma, o conceito proposto pela Not a Game Studio é devidamente cumprido com sucesso!

Por fim, quero agradecer a Not a Game Studio por nos ter cedido uma chave do jogo para podermos realizar esta análise.

7.0
Score

Pros

  • mecânicas simples
  • banda sonora a condizer
  • Jogo leve

Cons

  • alguns textos confusos
  • gostava de ver em português, ou pelo menos os nomes das personagens

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