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Análises, Jogos

Waking (PC) – Análise

Waking, é um jogo indie desenvolvido por Jason Oda (criador de Continue? e Perfect Strangers) e da editora tinyBuild (editora dos trabalhos como, Hello Neighbor 2, Rawmen, entre outros). É um jogo de aventura com elementos RPG, com um estilo muito próprio.

Sonho…

No início desta aventura, deparamo-nos com a nossa personagem, que nada mais é que nós próprios (no entanto, podemos assumir a história que quisermos), agarrada a uma cama de hospital, entre a vida e a morte. É neste momento, que compreendemos que vamos viver uma aventura no limbo, a “reviver/relembrar” todas as nossas memórias e assim perceber se realmente é o nosso momento de partir ou não (existe um aviso no jogo, ou um alerta, para as pessoas terem uma especial atenção no momento de decidirem joga-lo, pois sendo uma experiência muito pessoal, pode ser delicado e complicado reviver/relembrar memórias, sentimentos e emoções. Tudo dentro do “limbo” da aventura, por isso pode não ser aconselhável para pessoas que tiveram/têm histórico de depressão, ansiedade ou mesmo auto-mutilação).

É um jogo que estimula muito a nossa imaginação e criação, em que o herói que encarnamos é apenas um corpo sem feições, de forma a ser possível nos abstrair ao máximo das estruturas faciais e nos colocar “na pele” do protagonista.
No decorrer da história, vamo-nos conhecendo, isto é, começamos a construir a personagem baseados nas nossas características, como por exemplo, indicando os nossos desejos e lutas (ou defeitos). Isto é nos apresentado como opções, que o jogo já tem pré-definido, e estas peculiaridades de personalidade vão ser as habilidades que iremos usar durante o jogo. Esta aventura “obriga-nos” a “reviver ” momentos, e a fazer uma autorreflexão sobre nós (como pensar local onde nascemos e crescemos, animal de estimação, entre outras coisas) para conseguirmos novos poderes.

Os nossos desejos

As nossas lutas

Após conhecermos algumas das particularidades que compõem o nosso caráter, seguimos no limbo, onde podemos ver “demónios” e “anjos” que nos vão ajudar a envergar pelo caminho que nos parece mais acertado, isto é, passarmos para o outro lado da luz ou voltar a viver. Neste mundo, também observamos máquinas a serem construídas, que são as que nos mantém inconscientes e a dormir, enquanto “lutamos” para voltar ao mundo real.
As mecânicas do jogo, são muito simples (uma experiência de comando), sendo possível nos movimentar em todas as direções, saltar, fazer duplo salto (bastante útil, principalmente nas batalhas) e sprint. Os botões permitem utilizar as habilidades aprendidas ao longo da aventura, um botão de menu da personagem que serve para selecionar as capacidades que queremos utilizar e onde podemos encontrar e ver as relíquias (objetos extra que podem fazer parte da nossa memória) que vamos encontrando no desenrolar da estória (sem esquecer o botão de menu do jogo).

O ambiente gráfico é bastante elementar, tal como o sistema de cores utilizado para detalhar o “Universo”, pois é um estilo “dark”, mas muito bem enquadrado ao limbo onde esta aventura decorre. Quanto aos locais, podemos dizer que são bastante abertos (não sendo um “open world”), dentro da área que estamos a explorar, podemo-nos aventurar por todos os espaços dentro destas zonas. É de se destacar a banda sonora existente neste videojogo, pois ela imerge-nos diretamente no limbo, num Universo de sonhos e memórias, sendo ainda mais fascinante durante as batalhas, tornando-as ainda mais emocionantes e épicas.

O meu limbo…

De um modo geral, Waking é uma aventura que junta diversos elementos num só único jogo, tais como, RGP, estilos de terror/thriller e mistério, dificuldades no combate (ao género de Dark Souls), o que é uma ideia muito atrativa e original. Estas combinações acabam por não ser as ideais, mas conseguem tornar a experiência diversificada e interessante.
Este jogo apresenta uma jogabilidade básica, contudo, durante as batalhas temos de aceder aos menus para trocar determinados ataques, o que criam quebras nos combates. A premissa da história, apesar de cativante, é demasiado ambígua, pois acaba por se perder no meio das memórias e momentos passados, apenas para fornecer novas habilidades, e por isso não consegue manter uma linearidade da mesma.
A forma como Waking é estruturado, consegue manter-nos interessados, pois existem vários puzzles para desvendar, no entanto, com o decorrer do jogo o interesse vai-se desvanecendo, porque torna-se muito repetitivo, ou seja, o jogo apresenta-nos um puzzle, resolvemos e em seguida temos um boss para derrotar, e este ciclo ocorre sempre no desenrolar do enredo.
De salientar é a fantástica banda sonora que nos acompanha durante toda esta aventura, permitindo-nos imergir no limbo da história, e sendo ainda mais fascinante durante as batalhas que temos de enfrentar.
Em suma, é um jogo interessante e com uma ideia original, visto a personagem que encarnamos ter as nossas características de personalidade que permitem ascender a novos poderes. Contudo, devido à repetibilidade recorrente, Waking torna-se uma experiência apenas satisfatória.

Partilhamos, convosco o trailer desta aventura…

6.0
Score

Pros

  • Ideia original
  • Banda sonora
  • Mecânicas simples de utilizar

Cons

  • História demasiado ambígua
  • Repetibilidade de avanço no enredo
  • Combinação dos diferentes elementos constituintes do estilo de jogo
  • Quebras nas batalhas

Final Verdict

Steam requisitos mínimos: -Sistema Operativo: Windows 8 and up; -Processador: i5 and up; -Memória: 4 GB de RAM; -Placa gráfica: Dedicated video card is required; -DirectX: Versão 11; -Espaço no disco: Requer 5 GB de espaço livre; -Placa de som: Integrated;

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