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Sempre fui um grande apreciador de musicais, entretanto conheci Lin Manuel Miranda a partir de Hamilton. Um musical baseado na vida de um fundador americano, que está repleto de boas músicas e uma narrativa cativante. Comecei, então após o mesmo, a seguir mais atentamente o seu trabalho, quando descubro que o Lin, já trabalhou em vários filmes da Disney como a Moana/Vaina. 

Neste mesmo ano, deparei-me com a notícia de que sairia um filme de animação com músicas escritas pelo mesmo e que interpretaria um personagem, Vivo. Fiquei entusiasmado com a grande novidade, isto porque foi lançado uma outra adaptação para cinema de um dos seus musicais, a qual apreciei bastante e deu uma ligeira expectativa para este novo projeto onde estava presente. 

A demanda musical

Vivo é um quincaju que gosta de fazer performances musicais com o seu grande amigo, Andrés. Ambos revelam um grande ritmo e química. No entanto, subitamente, é entregue uma carta que informa que a anterior companheira musical de Andrés fará a sua última atuação na Mamba Cabana, em Miami. Esta é a sua oportunidade para reencontrar a sua companheira e entregar-lhe a música a qual lhe escreveu há vários ano atrás.  Porém, Vivo não aceita a decisão de abandonar Cuba, só que devido a um contratempo, terá de ser ele a entrega-la e nessa demanda, conhece Gabi, uma jovem rapariga que não tem ritmo, contudo adora música. Será a estes dois que ficará entregue a importantíssima missão. 

Colorido e rítmico 

Como é de costume este estilo de música No filme que não foge muito do que Lin Manuel Miranda, apresenta nos seus projetos. Existindo uma mistura de hip-hop com pop, o que aqui não é exceção e assenta que nem uma luva. O filme tem um excelente arranque começando com um dueto de Vivo e Andrés, que traz boas vibrações e um ambiente festivo.  

A premissa por trás deste filme é algo que me agarrou de início, mostrando que estava preparada uma grande sequencia emotiva no seu ato final. A animação utilizada é maioritariamente em CGI, algo bastante simples. Tirando algumas sequencias musicais que experimentam outros estilos, o que enriquecem a experiência com ótimos momentos de um puro festival de cor.  

A banda sonora como já esperava é bastante boa (por vezes). Já que Lin Manuel compõe grande parte das faixas e claro, é quem rouba os holofotes durante os momento de interpretação musical. Sendo a minha favorita, One of a Kind, mas existe um motivo para isso.  

Uma “orquestra” fora de sincronia  

Um elemento que é enaltecido no filme é a música e de como a mesma nos une se acompanharmos o ritmo. No entanto este perde-se completamente no decorrer do filme o que arrasta-o, por um caminho desnecessário e não pega nos seus devidos elementos de maneira a que este trabalhe como uma “orquestra”.  

No segundo ato são apresentados imensos personagens e a estratégia para que todos tenham o seu devido desenvolvido é a separação dos personagens principais. Contudo tal não chega, para compreendermos a existência das novas entidades, que tem  so proposito de inserir exploarar alguns temas, que acabam por ser pouco explorados. Para não falar que todo o momento lá passado, não tem contribuição nenhuma para o desenrolar de história. Pareceu-me a mim, que não tinham qualquer ideia do que fazer no meio do filme. 

Para não falar da introdução forçada de um antagonista, que acaba por ter pouco tempo de tela  ter uma má atitude perante os personagens, apenas por ser uma inimigo natural. E claro, mais uma vez, ser outro elemento que não contribui para historia.

É verdade que como referi as músicas são decentes, mas acabam por ser só isso, decentes, tirando, algumas exceções. Porque como tudo neste filme, não existe tempo para serem algo mais, tendo uma duração extremamente limitada. Mesmo assim, a musica que devia despertar algum tipo de sentimento perante o espetador, acaba por apenas ser um enorme desapontamento devido à sua apresentação anti climática.  

Vivo tinha potencial 

Quando estavam a passar os créditos, comecei a refletir sobre a minha experiência com o Vivo, que foi na sua maioria razoável. Existem boas ideias no filme, mas nenhuma é desenvolvida ao extremo, muito devido ao tentarem inserir muita coisa neste musical. Que tem por vezes alguns espetáculos visuais, músicas bem compostas e uma boa performance de Lin Manuel Miranda.

7.0
Score

Pros

  • Premissa emocional
  • Parte da Banda Sonora
  • Excertos de animação deslumbrantes
  • Prestação musical de Lin Manuel Miranda

Cons

  • O filme arrasta-se a meio
  • Personagens apresentados não chegam a ser bem desenvolvidos
  • Não chega ao auge prometido
  • Algumas musicas não têm tempo para fazer a sua parte
  • Vilão Forçado
  • Pacing inconsistente

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