Análises, Jogos

Tandem : A Tale of Shadows (PC) – Análise

Venho-vos hoje falar de um jogo que recebemos pela empresa Hatinh Interactive e que foi desenvolvido pela Monochrome Paris. Antes de começar esta análise quero-vos pedir desculpa pelo atraso da mesma, como já é do conhecimento de alguns, eu tive que me ausentar por uns tempos e foi por isso que a mesma ficou pendente.

Tandem : A Tale of Shadows é um jogo indie, de plataforma com puzzles, lançado em Outubro de 2021, que prometeu muito desde o seu anúncio. Alguns membros da equipa ficaram curiosos e até intrigados com o que poderia ser este jogo.

Cinemática de Tandem: A Tale of Shadows

Qual a sua História?

A história do jogo passa-se em Londres vitoriana, tendo como personagem é uma jovem chamada Emma, ​​que fica intrigada devido aos rumores sobre um rapaz chamado Thomas Kane, que desapareceu sem deixar rasto. Kane é o filho de uma família famosa de mágicos, sendo que a polícia ficou perplexa quando chegou à casa do rapaz. A nossa protagonista decide investigar a Mansão Kane sozinha. No caminho, o seu ursinho de peluche cai de uma carruagem em alta velocidade e, para sua surpresa, ele levanta-se e começa a correr para a mansão. Emma nomeia o seu ursinho de Fenton, assim os dois entram na misteriosa Mansão, de forma a encontrar Thomas. E é assim que toda esta aventura começa.

Da narrativa à jogabilidade!

Para vos dar contexto esta análise foi toda feita no computador, jogamos na Steam, se bem que o jogo já está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows, Linux e Nintendo Switch.

Em Tandem: A Tale of Shadows, jogamos com dois personagens, Emma (a menina que anda em busca de respostas) e Fenton (o seu fiel ursinho de peluche), cada um com sua própria personalidade e características. Segundo o que conseguimos perceber, existe uma inspiração em Sherlock Holmes e Watson, pois assim os personagens conversam entre si para resolver os mistérios.

Em resumo, a mecânica dos personagens é: Emma com a perspetiva de cima para baixo e Fenton com vista lateral e com a habilidade de andar nas paredes, o que se torna uma mecânica importante. Dessa forma, o jogo dá-nos dois pontos de vista para resolvermos os quebra-cabeças e também cada destas personagens tem habilidades únicas. Além disso, enfrentamos uma variedade de obstáculos que se interpõem no nosso caminho, como aranhas ou obstáculos misteriosos.

O objetivo principal do jogo é levar Emma a guiar Fenton, alternando entre as personagens, até chegarmos à próxima peça da chave que será usada para explorar mais a mansão. E esta mecânica, passa de simples a complicada num ápice. Durante o tempo de jogo, quando pensava que já a tinha dominado a mecânica, o jogo metia mais um extra para complicar tudo.

Visão da jogabilidade do urso de Tandem: A Tale of Shadows

Um mundo escuro, mas muito lindo

Em nível design e cutscenes, o jogo está qualquer coisa como fenomenal, com inspiração nos livros de Sherlock Holmes e na era vitoriana (tal como mencionado anteriormente). O mapa é dividido em cinco níveis diferentes, cada um com aparência e sensação únicas. Por exemplo, temos uma secção num jardim, e esta zona está repleta de bancos, candeeiros de rua e fonte ou a sala da caldeira com as suas monstruosidades mecânicas. Cada nível está repleto de pequenos efeitos, bem como alguns segredos ocultos para serem descobertos.

Por fim, e colocando a cereja no topo do bolo, a banda sonora complementa bem esta estética, com uma série de melodias assustadoras que passam sempre a ideia de “casa assombrada!”, o que é incrivelmente bem enquadrado e adaptado.

Mapa da secção do jardim de Tandem: A Tale of Shadows

Um indie para voltar a jogar!

Apesar de não ter referido, mas Tandem: A Tale of Shadows é um jogo curto, contudo é algo perfeitamente ignorado, pois toda esta aventura é extremamente divertida. Mas como já é do conhecimento de todos, tudo o que é bom acaba rápido.

Se ainda não conhecem Tandem : A Tale of Shadows recomendo vivamente a jogarem se tiverem oportunidade (apresentando um preço de 24,99 euros na Steam), são umas boas horas que se vão divertir e abstrair de tudo o que está à vossa volta. Mais uma vez, um dos pontos positivos, é que o jogo está em diversas plataformas, basta simplesmente escolherem a que mais vos agradar, e depois é só explorarem a Mansão Kane.

Termino este artigo/análise por agradecer muito a experiência que tive há Hatinh Interactive e a Monochrome Paris, por me proporcionarem horas de diversão.

9.0
Score

Pros

  • Nível design
  • Banda sonora
  • Puzzels desafiantes

Cons

  • Gostava de ter mais níveis

Related posts