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Análises, Jogos

Party Hard 2 (PS4) – Análise

A Tinybuild é uma empresa que tem vindo a publicar diversos jogos indies ao longo do tempo, sendo a sua criação mais conhecida o Hello Neighbour, que se tornou bastante popular, (mesmo antes do seu lançamento) devido ao mistério a que o envolvia. Mas desta vez, a Tinybuild traz-nos uma sequela de um dos seus IPs, Party Hard, que se consiste na história de assassino que tem prazer em mutilar pessoas.

Festa sangrenta

Tudo começa com um homem que se viu obrigado a sair da sua simples rotina diária, sendo levado ao limite por ter de aturar todas as noites grandes festas. O ruído causado por estas, não o deixavam dormir, e devido à sua falta de sono, este decide terminar com todas as festas que decorrem até às tantas da noite. Com este mindset, a personagem tenta matar vários indivíduos sorrateiramente, de forma a que não seja descoberto.

Estilo retro apelativo

Este jogo de stealth, permite escolher diversas personagens, em que cada uma possui habilidades diferentes. Para concluir a missão com sucesso, é necessário matar pessoas, sem causar grande alarido no meio da multidão. Temos ao nosso dispor inúmeras ferramentas para alcançar o objetivo do jogo. Esta experiência (bastante curta) possui vários níveis, que para serem concluídos tem de se fazer diversas conquistas. A banda sonora desta aventura é composta por músicas eletrónicas, que se enquadram bem neste mundo sangrento, tornando o ambiente bastante atrativo. No decorrer do jogo temos cutscenes que ajudam a construção da narrativa da estória, tornando-a mais cativante.

Elementos que podiam ser melhores

Apesar do conceito deste jogo ser bastante apelativo, este apresenta alguns elementos desfavorávies para manter o interesse do jogador, podendo estes pontos serem melhorados. Após várias horas de jogo, este torna-se bastante repetitivo, pois as tarefas a realizar são sempre muito similares. A jogabilidade também fica um pouco aquém do desejado, pois por muitas vezes é necessário esconder a personagem, para não ser apanhada a assassinar alguém, pois se tal acontecer, podem chamar polícia e aí a única hipótese é fugir (se conseguires). A personagem é facilmente capturada pela polícia ou por inimigos, o que obriga a repetir as missões realizadas nessa área. Porém, com sorte, é possível verificar que em diversos momentos o AI não funciona correctamente, como por exemplo: ao derramar um bidão de gasolina no chão para queimar um veículo (sendo que era uma das tarefas), no meio de uma multidão a observar, ninguém deu um sinal de alerta perante esta ação. No entanto, passado algum tempo, um dos cidadãos repara e liga imediatamente para a polícia. Este tipo de situação é recorrente, o que demonstra que o AI é inconsistente. Outro ponto que necessita de ser melhorado é a duração dos loadings, pois são muito longos.

Um pequeno upgrade

Nunca joguei o primeiro jogo, portanto não posso afirmar que este é melhor ou não do que o original. No entanto, pela informação que analisei relativamente do original, esta sequela parece ter evoluído significativamente e na direção adequada. Contudo, esta poderia ter sido uma melhor experência, se não fosse pelos pontos negativos acima destacados.

7.0
Score

Pros

  • Pixelart bastante apelativo
  • Banda sonora com um estilo retro que nos emerge perante o local
  • Conceito de matar silenciosamente
  • Apresentação das cutcenes
  • Várias maneiras de assassinar alguém

Cons

  • Duaração dos Loadings
  • Repetitividade
  • Não há lugares para esconder
  • Ai por vezes não funciona devidamente
  • Devido ao estilo de arte é fácil ficarmos presos em certos locais devido a pressão do momento

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