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Análises, Jogos

Out of Line (PC) – Análise

 Começou por ser apenas um jogo desenvolvido por um pequeno grupo de pessoas e mais tarde foi acolhido pela Nerd Monkeys. Conhecidos pelos os seus jogos com o respeitável Inspetor Zé e o cómico Robô Palhaço. O mesmo teve a ajuda na publicação pela Hatinh Interactive, que permitiu a possibilidade de uma localização global.  

Em 2019, tive a oportunidade de experimentar o seu novo titulo, sabia que este tinha sido um dos vencedores da PlayStation Talents, por isso estava curioso em poder joga-lo. Fiquei vidrado com a sua arte e as suas mecânicas e de repente tornou-se num dos jogos indie que mais aguardava jogar. 

Uma narrativa “silenciosa”

Neste jogo de plataformas/puzzle jogamos com San, um pequeno rapaz que descobre um cubo dourado, mas que ao tocar-lhe torna-se numa lança que tem o atributo de um boomerang, no entanto ela tem mais habilidade que serão desvendadas com decorrer do jogo. Nesta aventura encontramos alguns companheiros que nos ajudam na árdua tarefa de escapar da ameaçadora garra. 

Esta é uma experiencia sem falas ou expressões inaudíveis, a única maneira de os personagens demonstrarem os seus sentimentos é através de alguns gestos e manifestações com o olhar. Adicionado que estão espalhadas algumas pinturas, que são mais um peça do puzzle, para se puder interpretar a historia. E admito que não é de todo fácil, executar este tipo de narrativa, porém a equipa fez um bom trabalho em transmiti-la para o jogador.

Uma pintura interativa

Um dos elementos que mais se destaca é com certeza o seu estilo de arte e ter o conhecimento de que foi tudo pintado à mão é de louvar. Existe todo um tom muito próprio e dá uma personalidade única ao titulo, tornando-o distinguível de muitos outros jogos do género. Claro que também é agradável à vista ver todo um jogo de cores neste projeto, as cores trazem vida a este mundo que nos é apresentado e o qual desconhecemos. O facto de não existir um UI no ecrã ajuda a que esta seja uma experiencia que se pode assemelhar a um filme de animação o que a torna mais imersiva, ao não tem qualquer tipo de ícones para nos distrair. 

A mecânica que me deixou perplexo foi com o uso da lança, as inúmeras ideias que este estúdio teve para a construção dos puzzles e que final apercebemo-nos que são tão bem planeados, a maneira que sem a existência de tutoriais por voz ou texto, conseguimos entender o que o jogo exige do jogador, traz um sentimento satisfatório. A sua jogabilidade é bastante precisa e o controle da lança é agradável com o auxilio de uma mira que mostra para onde apontar a lança.

Em termos de dificuldade é bastante acessível, mas existirá algumas sequencias que é preciso puxar pela cabeça. Contudo, o objetivo mais desafiante talvez seja obter os cubos azuis que se encontram pelas diferentes áreas e que estão espalhados em lugares obscuros.  

Há um número variado de níveis para explorar, sendo que o jogo se mantém em 2 tipos de áreas, florestais e industriais. Para acompanhar na nossa jornada existe um número de faixas constituintes na banda sonora que proporcionam bons momentos, a mistura destes dois enalteceu os meus sentimentos em especificas secções.  

Algumas “manchas”, mas nada de problemático

No entanto, algo que que não me arruinou por completo a experiencia, mas que me entristeceu foi a aparição de alguns bugs. Outro aspeto que pode ser para muitos um entrave é o tempo de jogo ser um pouco curto. Já que existe repetibilidade, graças à caça de colecionáveis, é um fator que não é peca a meu ver.  

Um criticismo pessoal é a inexistência de um contador para quantos cubos encontrados e após o final do jogo termos de encontra-los novamente, porém é algo para quem tem interesse de completar o jogo a 100%. Porque, apenas aparece uma arvore que expõe os cubos que coletamos e que nos restam no final do nível. 

Uma mistura de boas ideias que gostaria de voltar a ver

Começaram com dois títulos point and click e passaram para um dos generos de jogos que mais aprecio, plataformas. Out of Line é uma obra única com mecânicas novas que são exploradas ao máximo e com uma narrativa que no final do dia coloca-nos a remoer tudo o que ultrapassamos para tentar chegar a uma conclusão. Estou ansioso para ver o que é estes “macacos” tem para oferecer num futuro próximo.

A equipa agradece, por terem fornecido uma cópia do jogo à Caixa Nerd.

 

 

 

8.0
Score

Pros

  • Cenários e outros elementos pintados à mão
  • Banda Sonora
  • Apresentação da narrativa
  • Design do level
  • Novas mecânicas que posteriormente têm a sua aparição

Cons

  • Alguns bugs encontrados
  • Um pouco curto
  • A inexistência de um contador de colecionáveis

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