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Cyberpunk 2077 (PS5, versão PS4) – Análise

Ao longo dos anos, a indústria dos videojogos tem vindo a receber novos IPs, no entanto, poucos são os que causam um grande impacto. Comumente, apenas aqueles que vem de uma produtora com um nível elevado de reputação ou que demonstram um enorme nível de inovação no seu projeto, é que acabam por captar a atenção do público. Claro, que obviamente estes títulos acabam por se tornar bastantes aguardados e isso é acompanhado pelo o seu “HYPE”. A conhecida e anteriormente louvada CD Project Red, que nos trouxe de Witcher 3 (um dos seus jogos mais aclamados), traz-nos finalmente um dos jogos mais aguardados do ano, Cyberpunk 2077. Este é um dos projetos que criou, recentemente, mais entusiasmo, não só pelas experiências únicas anunciadas, mas, também por ser um jogo do género Cyberpunk. No entanto, será que este título está à altura do ambicionado ou é apenas mais um jogo que nos iludiu com o seu “HYPE”?

Bem-vindos a Night City

Para começar, a narrativa começa de forma bastante simples (também depende de como é que decidimos que seja o nosso “estilo de vida”). Por opção, iniciei esta aventura como Nómada. Ressalvo, que a sequência inicial será diferente dependendo da nossa escolha (esta seleção também possibilita o desbloqueio de certas ações). Posteriormente, é nos permitido criar a nossa personagem, podendo realizar algumas escolhas durante a sua construção (como por exemplo escolha de género), tendo estas impacto durante o jogo. O mundo é enorme e cada área diferencia-se pelos diferentes edifícios, que estão repletos de detalhes, tal como placares publicitários. Com as cidades enormes, cheias de vida e detalhadas, sentimo-nos como uma pequena formiga, e nesse ponto a CD Projetc Red não nos desaponta, fazendo-nos imergir neste fantástico mundo num futuro distópico. A banda sonora introduz-nos temas diversificados (capazes de agradar a todos), que foram criados propositadamente para esta aventura. Destaca-se que a música ambiente é uma das componentes essenciais desta experiência, capaz de nos emocionar em certas situações. Porém, ao contrário do que era expectável, a cidade, apesar de ter uma elevada densidade populacional, não possui uma vasta gama de atividades, tornando-se apenas visualmente apelativa e chamativa. A mesma é composta por diversos locais, mas ,nenhum deles possui qualquer tipo de interação, dando a sensação a que a mesma é viva, mas, simultaneamente “vazia”.

A narrativa é um dos fortes pontos de Cyberpunk 2077

A narrativa encontra-se nos moldes do que a CD Project Red já nos habituou, mantendo-se consistente e com muitos personagens, aos quais nos vamos apegar. Um dos elementos que torna Cyberpunk satisfatório, são as missões secundárias, que são tão boas quanto a narrativa principal.Todo enredo foi bem escrito e preparado, garantindo a dinâmica e o glamour do jogo. A participação/performance do Keanu Reeves (um dos aspectos que chamou mais a atenção do público) como Jonnhy Silverhand (a cabeça de cartaz deste jogo) é “breathtaking”. Sempre que ele surge, consegue “roubar a cena”, pois, para quem tinha receio da sua relevância na história, ele está bastante presente, e o mais satisfatório, é vê-lo em todas as missões (incluindo as secundárias). No entanto, o trabalho dos outros atores de voz também possui qualidade. O telemóvel é um fator que torna a relação com os personagens mais próxima, com a possibilidade de comunicar com eles (seja por videochamada ou por mensagens, e ambos dão a possibilidade de escolha), dando várias opções do que dizer, sendo uma das funcionalidades que me fascinou em toda a experiência.O que torna mais credível neste mundo, é o fantástico trabalho das expressões faciais e dos seus movimentos, ao mesmo tempo que se comunicam connosco. É também possível nos movimentar, enquanto falamos e, por vezes, quando o personagem se senta podemos interagir com um objeto à nossa disposição, sendo que é possível comer ou beber algo, dando um toque especial (mas apenas em momentos específicos) ao jogo.É possível selecionar uma variedade de armas e um sistema de hacking, para ajudar a executar as missões sem sermos detetados, ou seja, stealth. Apesar de esta ser uma maneira de jogar, já que somos nós é que escolhemos forma adequada de como efetuar cada missão. Mas, infelizmente devido ao apressado lançamento do jogo, são visíveis imensos problemas durante a experiência, como por exemplo o AI, que por não funcionar proporciona situações bastante desapontantes.

Precisa de ser urgentemente corrigido

Mas, este é apenas um dos pontos que arruínam esta aventura. A condução de veículos, que é razoável, mas também depende do meio de transporte escolhido (pessoalmente tenho uma preferência pelas motas). Contudo, durante os momentos agradáveis a conduzir um veículo e a apreciar a cidade, inesperadamente o jogo vai abaixo frequentemente durante esta fase. Por isso, sempre que ia a caminho de uma missão, tinha o receio que ocorre-se um crash, obrigando-me a recomeçar o jogo. Porém, esta falha foi facilmente contornável, graças ao rápido carregamento e aos saves automáticos que este título faz regularmente (isto para a Playstation 5). Os bugs também poderão provocar gargalhadas, até mesmo em momentos que seriam mais emocionais (infelizmente tal situação ocorreu-me, durante uma cena bastante emotiva). No entanto, estes existem em qualquer jogo, mas, Cyberpunk possui imensos.

É uma excelente experiência… mas precisava de mais tempo antes de ser lançada

Apesar de ser tolerável ao jogar na Playsation 5, com uma framerate estável (não aconselho jogar este título na geração de consolas anteriores a esta), porém os inúmeros bugs e crashes estão incluídos. É um infortúnio, o estado em que o jogo foi entregue, pois se não fosse os problemas indicados, este seria um dos melhores jogos do ano. Quem sabe, por esta altura no próximo ano todos os problemas estejam todos(ou quase todos) resolvidos?

8.0
Score

Pros

  • Personagens memoráveis
  • Excelentes missões secundárias
  • Performance de qualidade da parte dos atores, com destaque a do Keanu Reeves
  • Banda Sonora Imersiva
  • Narrativa
  • Mundo aberto de pasmar
  • Mundo futurista
  • Um mundo aberto de pasmar, com imenso potencial

Cons

  • ...no entanto, ainda mal aproveitado
  • Lançamento atribulado
  • A.I por vezes não funciona devidamente
  • Crashes e bugs
  • A versão da atual não é adequada para consolas de gerações anteriores
  • Reduzido número de actividades na cidade(editado)

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