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Balan Wonderworld Demo – Antevisão

Cada vez mais, existe uma escassez de jogos de plataformas triple AAA, devido ao pouco apelo que existe devido ao desinteresse do publico. No entanto é um regalo ver um novo IP de plataformas na indústria, o qual tenha um grande orçamento. O ultimo grande novo titulo foi o Astro Playroom’s que demonstrou que existe espaço para este tipos de jogos e foi revigorante ver que esse género novamente. No entanto, espero que não se trate apenas de algo raro, porque quero que os jogos de plataforma permaneçam relevante.

O início de um sonho

Foi numa apresentação da Xbox que fomos devidamente apresentados a um novo jogo publicado pela Square Enix e criado pelo criador de Sonic e Night’s into Dreams, Yuji Naka. Para contextualizar, aparentemente a Square Enix deu-lhe uma oportunidade única para produzir o jogo dos seus “sonhos” e eventualmente foi criado Balan Wonderworld. Um jogo que que demonstra um divertido personagem a apresentar todo um mundo de fantasia a duas crianças, que tratar-se-iam dos personagens jogáveis. Todo o conceito do jogo agarrou-me, viajar para diversos locais onde enfrentaríamos inimigos com o auxílio de diversos fatos que colecionaríamos, durante a aventura. A banda sonora, o design de personagens e certas sequencias de jogabilidade foram os fatores que me entusiasmaram e deram-me esperança para mais um espantoso jogos de plataformas.

Tudo não passava de uma ilusão

Após alguns meses tivemos alguns vídeos de jogabilidade do dito jogo, mas inesperadamente anunciaram uma demo. Com ela nas mãos toda a empolgação e expectativa foram pelo o cano a baixo, (nunca me senti tão traído). Após a maravilhosa introdução cinemática, é nos apresentado um pequeno HUB (que por si só é extremamente vazio), este é o local onde podemos interagir com pequenas criaturas ao alimenta-las e procria-las e claro, aceder aos níveis. Muito bem, vamos falar sobre o elefante na sala, os níveis são terríveis. Claro que gosto do design dos personagens e de alguns conceitos, mas a forma como os níveis nos são apresentados, é inaceitável para uma consola de nova geração (tendo em conta que estou a joga-lo numa Playstation 5). Apesar de este ser um jogo multiplataforma e que teriam de pensar em todas as plataformas, o que se trata de uma desculpa esfarrapada, já que existem títulos com melhor aspeto em todas as plataformas em que sairá este jogo. A sua jogabilidade é diferente do que já vi, sendo este o primeiro jogo de plataformas, onde apenas existe uma ação e essa ação depende do fato, que utilizamos, contudo, a essa ação é ativada em quase todos os botões, sim, até mesmo nos triggers. Os fatores que tornam esta mecânica tediante é o longo tempo de espera para mudar uma fatiota e já que só temos direito a uma ação, se um dos fatos ter uma habilidade que não seja salta, então não poderão saltar. É preciso clarificar que o jogo é extremamente fácil, sendo que não existe uma grande dificuldade para concluir os níveis ou derrotar inimigos. Nunca a derrota de um chefe foi tão desapontante. Para melhorar, não existe qualquer tipo de informação do que se passa no mundo, existem certos elementos de jogabilidade que são essenciais ter conhecimento, mas que nunca são divulgados. Para além disso, a narrativa (que é inexistente) será divulgada sem o uso de fala, já que é uma das premissas do jogo, o que não é mau, mas neste caso não funciona devidamente. No entanto parece que será lançado um livro que explicará os eventos do jogo, o que presumo que seja a única forma de ter qualquer contexto sobre a historia.

Existe salvação ?

Apesar de se tratar de uma demonstração, espero que este título não seja entregue neste estado. Se ele se encontrar neste estado o ideal, seria adiar indefinidamente para termos em mãos um bom jogo, pois um IP novo com tanto potencial e ter apenas uma oportunidade de existir (tendo em conta que esta seja a ultima vez que veremos o Yuji Naka a trabalhar em algo), será realmente deprimente.

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