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Astral Chain (Nintendo Switch) – Análise

Rebobinando para o dia 13 de fevereiro de 2019, data em que vários fãs da PlatinumGames esperavam novidades sobre o recentemente anunciado Bayonetta 3 na Nintendo Direct de mesma data, foi-nos brindado em vez disso, um ip novo com visuais estonteantes, de seu nome Astral Chain, mais tarde lançado a 30 de agosto do mesmo ano, que nos trouxe novas mecânicas, e um sistema de combate não antes visto.

Um mundo corrompido

A história deste jogo começa numa versão alternativa do planeta Terra, este que está a ser consumido por corrupção viral vinda de uma outra dimensão, de tons avermelhados, e donde desta aparecem “chimeras”, seres hostis que atacam e raptam a população restante do planeta, que se encontra refugiada numa ilha, de seu nome “The Ark”.

O jogador joga na pele de um de dois gémeos, um rapaz e uma rapariga, que fazem parte da polícia local, responsável por eliminar ameaças causadas pela corrupção e manter a paz. Os gémeos são promovidos a uma força de combate especial de nome “Neuron”, devido a capacidades especiais onde se destacaram, que se foca no combate e investigação de chimeras usando “Legions”, criaturas idênticas às chimeras mas domadas em laboratório, controladas através de correntes especiais chamadas “astral chains”. A equipa é composta por cinco membros após a entrada dos gémeos e liderada por Maximilian Howard, o pai deles.

Um combate com boas ideias

O combate tem como base o hack and slash, e trata-se de um rpg de ação, em que temos o personagem a mover-se, a atacar com armas longo e curto alcance e a poder desviar-se de ataques inimigos.
A diversão começa quando usas o teu Legion, que podes manobrar com a astral chain, ele ataca automaticamente caso tenha um inimigo ao seu alcance, e que em conjunto com a astral chain se pode fazer várias técnicas bem criativas, como prender inimigos no lugar, saltar por largas fendas com um puxão do Legion, saltar entre vários inimigos atacando-os e caso algum se atreva a dar uma investida, é possível esticar a chain de modo a que este faça ricochete para trás.

O Legion possui a sua própria barra de vida que se vai gastando ao longo do tempo e ao sofrer dano, que regenera caso esteja retraído. Caso esta se esgote, o Legion permanece em descanso sem poder ser utilizado até que a barra se volte a encher.

Posso dizer que, pelo menos no meu caso, foi difícil habituar-me a estes controlos e às diferentes combinações dos ataques, e que acabei por me frustrar várias vezes à conta disso, o que alguns que não estejam tão dispostos como eu a dar mais tempo ao jogo, podem acabar por largá-lo.

Ao longo do jogo são adquiridos novos Legions com diferentes habilidades, sendo o primeiro um Legion com espadas capaz de cortar fios e interromper ataques inimigos, um Legion de arco e flecha capaz de acertar em inimigos e interruptores afastados, um com enormes braços capaz de mover objetos pesados, um que enverga um machado cria um escudo e é capaz de partir barreiras e escudos de inimigos, e um Legion de forma canina, capaz de seguir rastos, cavar objetos escondidos e é montável para uma maior mobilidade. Os Legions podem ser trocados em batalha e podem receber habilidades desbloqueáveis e pontos de experiência para os fortalecer.

Trabalho de investigação

Quando não se está a lutar uma ameaça, há que procurá-las. Desde falar com polícias e testemunhas sobre desaparecimentos ou outras ocorrências, até procurar pistas no local com a ajuda da “IRIS”, uma ferramenta de trabalho que funciona como um display de menus e scanner para procurar pistas (também serve para analisar os inimigos e ver a vida restante destes em combate) e resolver o mistério usando lógica, é preciso fazer de tudo para resgatar vidas em perigo! E pelo caminho resolver algumas missões secundárias, uma das minhas partes preferidas do jogo, já algumas destas dão que pensar e outras são hilariantes, e não há nada melhor do que descobrir acidentalmente uma missão secreta depois de a concluir. Existe também o passatempo super viciante de apanhar latas vazias do chão para as reciclar de seguida, é algo satisfatório receber pontos de avaliação de dever (“duty evaluation“) enquanto se recicla, que são os pontos que fazem o personagem subir de cargo.

Após descobrir um caminho até ao responsável, é hora de entrar no “Astral Plane”, local de onde vem toda a corrupção, para resolver uma série de desafios tipo puzzle, que muitas vezes se torna na parte mais aborrecida do jogo, para salvar as vítimas antes que a corrupção tome conta destas.
É no Quartel da Neuron que se encontra a opção de salvar o jogo na secretária, onde se muda os visuais do personagem e as cores dos Legions, também é onde se fazem os upgrades das armas, onde se compram suprimentos e é onde está a área de treinamento.

Uma experiência audiovisual incrível

Se existe algo que me deixa de boca aberta a babar-me são os visuais deste jogo. O cenário futurístico com fortes influências do estilo cyberpunk com anime, com transições e menus a combinar perfeitamente que faz a polícia deste jogo e tudo o que vemos em volta parecer tão incrível, com uma banda sonora que não fica atrás, e o facto da Switch conseguir rodar isto tudo com consistência é de tirar o chapéu à PlatinumGames.

Uma história diferente acompanhada de visuais incríveis

Concluindo, trata-se de um rpg de ação que trás várias ideias interessantes no que diz respeito ao combate, que para alguns é capaz de ser difícil de superar, mas que segundo o meu ver, vale mais que apena para desfrutar de tudo o resto que o jogo tem para oferecer.

8.0
Score

Pros

  • História original
  • Sistema de combate inovador
  • Missões interessantes
  • Visuais incríveis
  • Boa customização

Cons

  • Mecânicas difíceis de dominar
  • Certas áreas que acabam por ser entediantes

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