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Arcadia Fallen (PC) – Análise

Arcadia Fallen foi um jogo financiado com sucesso no Kickstarter no Verão de 2020, onde arrecadou bastantes fundos e assim, o estúdio Galdra Studios investiu para dobragem de qualidade triplo A com os talentos como Joe Zieja (Fire Emblem: Three Houses) e Erica Lindbeck (Persona 5, Final Fantasy VII Remake) e com voz direção de Philip Bache (Life Is Strange, Skyrim).
Arcadia Fallen é um jogo de fantasia com inspiração nórdica onde o RPG e a expressão pessoal são o grande foco. Pois, é possível personalizar o protagonista, além de existir um sistema de diálogo que permite aos jogadores moldar a personalidade dos seus personagens durante a sua jornada.
Ter a oportunidade de apreciar e analisar este título, criado pela Galdra Studios, antes do seu lançamento oficial, é algo que agradeço. Sendo assim, o meu sincero muito obrigado, pelo fornecimento da chave do Arcadia Fallen à Galdra Studios.

História, temas profundos, mas o que é o jogo?

Neste jogo desempenhamos o papel de um jovem aprendiz de alquimia que é involuntariamente ligado a um espírito ilegal. Ele repentinamente é atraído para uma guerra entre a humanidade e a magia e junta-se a um grupo de heróis improváveis, para escapar de sua própria condenação, com esperança de salvar o Mundo ao longo do seu caminho.

Ao longo desta visual novel, iremos tomar decisões que terão peso no desenvolvimento desta aventura. As escolhas de personalidade aparecem em momentos cruciais, onde o protagonista pode experimentar um crescimento pessoal. Queres que ele seja tímido? Audacioso? Divertido? Tudo depende das nossas opções.
Ao passar algum tempo com os companheiros que se juntam ao longo jornada, será possível desenvolver relações amorosas com 4 deles, podendo optar por um relacionamento LGBTQ (enquanto jogava tinha algum receio como seria abordada esta temática, mas a meu ver, foi bem introduzido, não forçando o jogador a tomar decisões). Contudo, também é possível apenas ter relacionamentos platônicos, significativos com todos os os companheiros e/ou apenas fazer os puzzles e explorar o Mundo.
Sendo este jogo uma visual novel, não existem grandes batalhas ou grandes animações. No entanto, esta aventura consegue-nos prender logo do início, com a sua abertura estilo anime, a tipologia dos diálogos em persona, ou até mesmo as mil hipóteses que temos em cada conversa (são alguns dos factores que nos deixam a pensar se este jogo é mesmo indie).

O soundtrack é muito subtil e o elenco de vozes é excelente (todo o dinheiro investido no kickstarter foi muito bem aplicado). O art style está muito bom, tanto que as personagens mesmo estáticas conseguem ter expressão. A paleta de cores é sublime, criando uma excelente experiência visual. Além disso, é possível personalizar a nossa personagem de acordo com as nossas ações (que é a cereja no topo do bolo), contribuindo para uma maior imersão no jogo. Em suma, esta aventura foi bem desenvolvida (é caso para dizer que é um AA, mesmo não sendo), conseguind

O projeto e futuros ideias do estúdio Galdra Studios

Tivemos uma pequena conversa com o estúdio, e ficámos a saber que o jogo também irá sair para a Nintendo Switch, contudo, até à data o jogo está na Steam e GoG.
Pela experiência que tive durante as minhas “horitas” de gameplay, se o jogo tiver um port para a Nintendo, tudo irá correr super bem, e se tiverem um OLED, bem então ainda melhor!

E o veredito é?

A minha experiência com este jogo foi muito positiva e agradável. Contudo, os jogadores mais conservadores poderão não apreciar esta aventura abordar a temática LGBT (que é feita subtilmente e de forma muito correta). Quero aproveitar esta oportunidade também para parabenizar o estúdio pela produção deste magnífico jogo.

8.0
Score

Pros

  • art style
  • voz das personagens
  • historia
  • tocar no ponto LGBT

Cons

  • tocar no ponto LGBT

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